![]() |
| Carlão |
Ó CARLÃO, meu estratega de café!
Agradecemos a tua inquietação com a “ascensão da extrema‑direita
e do fascismo”. É
comovente, quase enternecedor. Só há um pequeno detalhe: essa tal “extrema‑direita” que te atormenta nem sequer conseguiu pôr um pé na Assembleia da República, quanto mais no governo.
O nosso verdadeiro problema não é a ameaça imaginária que tu
vês ao longe — é o facto de tu não saberes distinguir uma ditadura corporativa de um fascismo à Mussolini ou à Hitler. Para ti, tudo o que não cabe
na tua playlist ideológica é fascismo.
E já agora, Carlão, enquanto te ocupas a cantar loas ao
perigo inexistente, os teus amigos — e amigas do peito — continuam alegremente
a capturar os recursos públicos para subsidiar as vossas cantorias e parvoíces, essas obras‑primas produzidas pelos vossos neurónios em modo de poupança energética.
No fundo, o fascismo que mais nos preocupa é o teu: o
fascismo intelectual, aquele que transforma ignorância em convicção e convicção
em espectáculo.
Pois, cada vez que abres a boca para anunciar a “ascensão da extrema‑direita”, parece que estás a lançar um novo single: muito drama, pouca substância e zero fact‑checking. A extrema‑direita, segundo tu, já anda a rondar as portas da democracia como se fosse um DJ atrasado para o set — pena é que, na realidade, ainda nem conseguiu entrar na discoteca.
Depois vens com o teu clássico: “Agora os racistas assumem‑se.” Pois claro, Carlão, obrigado
pela revelação sociológica
que ninguém pediu. É
sempre reconfortante ouvir análises
profundas de quem acha que o país está à beira do abismo porque meia dúzia de comentários no
Twitter ficaram mais barulhentos.
E quando decides falar de política internacional, então é
que a festa pega fogo: Trump vira “pato donald”, Elon Musk vira “palhaço do X”,
e tu transformas a geopolítica numa espécie de stand‑up mal
ensaiado.
No fundo, Carlão, tu és o único artista capaz de transformar
preocupações vagas em profecias apocalípticas, e opiniões de café em alertas
democráticos. A tua análise política tem a profundidade de uma story de 15
segundos — mas com a vantagem de ser subsidiada.
Continua, Carlão. Cada vez que falas, a democracia treme…
mas só de rir.
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário