A IGREJA DE SÃO JOÃO no SABUGAL — influências barrocas, Séc. XVIII —, vem humildemente pedir desculpa por ainda existir.
També reconhece que, ao ocupar um espaço com séculos de história, tem
sido um obstáculo intolerável que “astravanca o pogrésso” — nessa nobre missão
de transformar tudo em betão com vista para mais betão.
Disponibiliza-se, portanto, para demolição imediata, para
não atrasar os gaioleiros empreendedores, nem embaraçar os honestos autarcas
que pululam no poder local; gente sempre tão dedicada ao bem comum que até
conseguem ouvi-lo tilintar nos bolsos como um cântico de louvor.
Que venham as máquinas: o futuro não espera, e o passado já
estorva.
Questão:
Se na 3.ª República, não consegue salvaguardar o património edificado, então que venha uma 4.ª República... mais democrática e mais decente!

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